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Terminou neste sábado, 15 de dezembro de 2007, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que se realizou em Bali, na Indonésia, reunindo cerca de 190 países que debateram assuntos relacionados ao aquecimento global, já com vistas a traçar metas para o próximo protocolo que se relalizará em 2012, com vistas à substituição do Protocolo de Kyoto.


O término da conferência, que se iniciou no dia 3 de dezembro, estava previsto para o dia 14, mas por causa da intransigência dos Estados Unidos em aceitar algumas determinações relativas aos pactos estabelecidos, foi transferido para o dia 15 quando, finalmente e felizmente, conseguiram quebrar a resistência dos Estados Unidos a uma proposta do G7, que previa ajuda dos países mais ricos aos mais pobres, no desenvolvimento de tecnologias para evitar a emissão de gases do efeito estufa.


Veja, abaixo, a íntegra da matéria:


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Por Emma Graham-Harrison



NUSA DUA, Indonésia (Reuters) - Cerca de 200 nações entraram em acordo, no sábado, durante as conversações lideradas pela ONU em Bali para lançar uma rodada de negociações sobre um novo pacto para combater o aquecimento global, após uma concessão dos Estados Unidos permitir um avanço histórico.


Washington afirmou que o acordo marca um novo capítulo na diplomacia relacionada ao clima após seis anos de disputas com grandes aliados desde que o presidente George W. Bush se recusou a participar do protocolo de Kyoto em 2001, o principal tratado existente para combater o aquecimento.


"Este é um momento decisivo para mim e para o meu mandato como secretário-geral", disse Ban Ki-moon, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, após retornar a Bali para implorar aos delegados para que superassem as diferenças, no primeiro dia de prolongamento do prazo das negociações.


Ban estava em uma visita a Timor Leste. "Estou profundamente grato a muitos países-membros pela flexibilidade e pelas concessões", disse Ban à Reuters.


O encontro de Bali aprovou um "mapa" para dois anos de negociações para a adoção de um novo tratado que substitua o de Kyoto, a partir de 2012, abrangendo nações como os Estados Unidos e países em desenvolvimento como China e Índia. Sob o acordo, o tratado que sucederá Kyoto será definido em Copenhagem no fim de 2009.


O acordo, após duas semanas de negociações, ocorreu após os Estados Unidos dramaticamente retirarem a oposição a uma proposta dos países do G7 --o grupo dos sete países mais industrializados do mundo-- para que as nações ricas façam mais para ajudar os países em desenvolvimento na luta contra o aumento da emissão de gases de efeito estufa.


O ministro do Meio Ambiente da Indonésia, Rachmatg Witoelar, bateu o martelo do acordo sob aplausos de delegados, desgastados após negociações intensas e numerosas disputas nos últimos 15 dias.


"Eu acho encorajador. Esse é um sinal real de disposição para um acordo", disse Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção do Clima da ONU.


ACOMODAÇÕES


A União Européia ficou satisfeita com o acordo.


"Era exatamente o que queríamos", disse Humberto Rosa, chefe da delegação da União Européia. "Nós teremos agora dois anos tremendamente exigentes, começando em janeiro."


Um pacto em 2009 dará tempos aos governos para ratificar o acordo e dar certeza aos mercados e investidores interessados em adotar tecnologias de energia limpa, como turbinas de vento e painéis solares.


O tratado de Kyoto obriga a todos os países industrializados, exceto os Estados Unidos, a cortar emissões de gases de efeito estufa entre 2008 e 2012. Nações em desenvolvimento são dispensadas. As novas negociações vão procurar integrar todos os países no controle das emissões a partir de 2013.


"Não há dúvidas de que abrimos uma nova página e estamos avançando", disse James Connaughton, chairman do Conselho de Qualidade Ambiental da Casa Branca, em Bali.


Os Estados Unidos são o maior emissor de gases de efeito estufa, à frente da China, Rússia e Índia.

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